janeiro 30, 2004
Olhó Blog da Moda...
Pois é! Já é oficial, este é mesmo o blog da moda.
Já se fala dele na televisão e tudo!!!
Não que ele seja alguma de especial, mas também hoje em dia não é necessário que se tenha algum tipo de importância ou valor para se ser/estar da moda, muito pelo contrário...
Há dias o meu amigo Filipe Pereira teve uma brilhante participação no pograma curto circuito, propositadamente para falar deste magnífico blog (ou não). O tema sobre o qual se pedia opinião era se a pessoa tinha algum blog ou se conhecia algum que gostasse ou qualquer coisa parecida. O Filipe ligou para dizer que não tinha nenhum blog mas que conhecia um de uma amiga... nada mais nada menos que este blog.
Azar dos azares, quando o Pedro Ribeiro e o Bruno Nogueira quiseram aceder a este espacinho o endereço dado tinha um "g" a mais e não deu. Ohh Mas também esta gente tem a mania de dar nomes estranhos às coisas!! :)
O que conta é a intenção. Filipito tás lá!! bigadão
Já se fala dele na televisão e tudo!!!
Não que ele seja alguma de especial, mas também hoje em dia não é necessário que se tenha algum tipo de importância ou valor para se ser/estar da moda, muito pelo contrário...
Há dias o meu amigo Filipe Pereira teve uma brilhante participação no pograma curto circuito, propositadamente para falar deste magnífico blog (ou não). O tema sobre o qual se pedia opinião era se a pessoa tinha algum blog ou se conhecia algum que gostasse ou qualquer coisa parecida. O Filipe ligou para dizer que não tinha nenhum blog mas que conhecia um de uma amiga... nada mais nada menos que este blog.
Azar dos azares, quando o Pedro Ribeiro e o Bruno Nogueira quiseram aceder a este espacinho o endereço dado tinha um "g" a mais e não deu. Ohh Mas também esta gente tem a mania de dar nomes estranhos às coisas!! :)
O que conta é a intenção. Filipito tás lá!! bigadão
janeiro 29, 2004
Oh Alexandra!! (Um clássico!!)
- "Oh! Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "Oh! Alexandra, Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "Oh! Alexandra! Oh! Alexandra! Alexandra! Alexandra! Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "Sabe, Alexandra..."
- "Diga, Fernando!"
- "A Alexandra sabe...?"
- "Sim, Fernando! Diga, Fernando..."
- "A Alexandra, quando fala, faz-me lembrar o mar..."
- "Oh! Fernando! Não imaginava que o impressionava tanto!"
- "Oh! Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "E não impressiona, Alexandra! Enjoa-me!"
- "Oh! Fernando!"
- "Oh! Alexandra, Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "Oh! Alexandra! Oh! Alexandra! Alexandra! Alexandra! Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "Sabe, Alexandra..."
- "Diga, Fernando!"
- "A Alexandra sabe...?"
- "Sim, Fernando! Diga, Fernando..."
- "A Alexandra, quando fala, faz-me lembrar o mar..."
- "Oh! Fernando! Não imaginava que o impressionava tanto!"
- "Oh! Alexandra!"
- "Oh! Fernando!"
- "E não impressiona, Alexandra! Enjoa-me!"
janeiro 27, 2004
Geração à rasca
Não sei muito bem se a "geração à rasca" ainda me inclui, é certo que alguns dos nomes de personagens referidos eu não me lembro, mas seria impossivel não me lembrar do Tom Sawyer ou do D'Artacão, ou não me identificar com quedas aparatosas ou brincadeiras com terra.
Existem nomes, cheiros, cicatrizes, sabores ou sons que nos transportam para os tempos em que pouca coisa nos preocupava, que não podemos deixar de lembrar com alguma nostalgia e, sobretudo, que nos fazem ter pena dos putos de hoje que vão ter que aprender a crescer sem saber, por exemplo, o que é ter um brinquedo feito por ti ou sem nenhuma componente de plástico.
Já agora se querem reviver alguns dos sons que marcaram a nossa infância ouçam a rubrica "Músicas para sonhar" do Programa da Manhã da BestRock FM. É muito bom!!
«Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste conclusão.
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
Quem?" , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...
Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D' Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...; E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho (muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca" , isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca a ver se a namorada estava grávida, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o tóto de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada. Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele.»
Existem nomes, cheiros, cicatrizes, sabores ou sons que nos transportam para os tempos em que pouca coisa nos preocupava, que não podemos deixar de lembrar com alguma nostalgia e, sobretudo, que nos fazem ter pena dos putos de hoje que vão ter que aprender a crescer sem saber, por exemplo, o que é ter um brinquedo feito por ti ou sem nenhuma componente de plástico.
Já agora se querem reviver alguns dos sons que marcaram a nossa infância ouçam a rubrica "Músicas para sonhar" do Programa da Manhã da BestRock FM. É muito bom!!
«Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste conclusão.
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
Quem?" , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...
Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D' Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...; E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho (muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca" , isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca a ver se a namorada estava grávida, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o tóto de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada. Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele.»
Ganhe tempo adiando as reuniões com imbecis
São estes pormenores que me fazem adorar o Dilbert (na verdade gosto mais do Dogbert, mas pronto). O pequeno toque e a subtileza com que se transformam os pequenos nadas do nosso dia-a-dia em desgraças monumentais, mas hilariantes.
Este pequeno texto foi retirado da introdução ao livro do Dilbert, "Ganhe tempo adiando as reuniões com imbecis" de Scott Adams, e que é, de resto, um óptimo conselho. Depois desta introdução nenhuma viagem de avião será a mesma.
«Obrigado por ter comprado este livro. O meu editor pediu-me para escrever uma introdução e aqui vai ela. Não tenho nada para dizer, mas, francamente, também duvido que alguém vá ler a introdução, a não ser que esteja a bordo de um avião e já tenha lido tudo, incluindo as instruções do saco para vomitar, e ande desesperadamente à procura de algo que ainda não tenha lido – algo que afaste da sua mente a constatação do facto que a maior parte das frotas de aviões comerciais já há muito ultrapassou a vida tecnológica prevista e de que existem muitas possibilidades de em breve estar envolvido em chamas, correndo em direcção ao solo à velocidade do som, enquanto se amaldiçoa por não ter ouvido as instruções de segurança que foram dadas antes do voo. Não, tinha de ignorar, com superioridade e ostensivamente, a hospedeira, como se o leitor fosse um viajante habitual, ou coisa que o valha. E agora, por causa do seu ego, vão andar a revolver os destroços para encontrarem matéria sua em quantidade suficiente para encherem um sobrescrito onde escreverão o seu nome. E o tipo que estava sentado ao seu lado irá ser entrevistado por uma qualquer cadeia de televisão e dirá como o viu ser devorado pelas chamas, enquanto se encontrava confortavelmente protegido pelo fato de emergência de amianto, que sabia como utilizar porque ele prestou atenção à hospedeira. Mas estou a divagar.
O que acontece é que tenho de escrever esta introdução. Está quase terminada. Até agora, penso que correu bem. Pronto, terminei.»
Adams, Scott, "Dilbert - Ganhe tempo adiando as reuniões com imbecis"
Este pequeno texto foi retirado da introdução ao livro do Dilbert, "Ganhe tempo adiando as reuniões com imbecis" de Scott Adams, e que é, de resto, um óptimo conselho. Depois desta introdução nenhuma viagem de avião será a mesma.
«Obrigado por ter comprado este livro. O meu editor pediu-me para escrever uma introdução e aqui vai ela. Não tenho nada para dizer, mas, francamente, também duvido que alguém vá ler a introdução, a não ser que esteja a bordo de um avião e já tenha lido tudo, incluindo as instruções do saco para vomitar, e ande desesperadamente à procura de algo que ainda não tenha lido – algo que afaste da sua mente a constatação do facto que a maior parte das frotas de aviões comerciais já há muito ultrapassou a vida tecnológica prevista e de que existem muitas possibilidades de em breve estar envolvido em chamas, correndo em direcção ao solo à velocidade do som, enquanto se amaldiçoa por não ter ouvido as instruções de segurança que foram dadas antes do voo. Não, tinha de ignorar, com superioridade e ostensivamente, a hospedeira, como se o leitor fosse um viajante habitual, ou coisa que o valha. E agora, por causa do seu ego, vão andar a revolver os destroços para encontrarem matéria sua em quantidade suficiente para encherem um sobrescrito onde escreverão o seu nome. E o tipo que estava sentado ao seu lado irá ser entrevistado por uma qualquer cadeia de televisão e dirá como o viu ser devorado pelas chamas, enquanto se encontrava confortavelmente protegido pelo fato de emergência de amianto, que sabia como utilizar porque ele prestou atenção à hospedeira. Mas estou a divagar.
O que acontece é que tenho de escrever esta introdução. Está quase terminada. Até agora, penso que correu bem. Pronto, terminei.»
Adams, Scott, "Dilbert - Ganhe tempo adiando as reuniões com imbecis"
janeiro 24, 2004
O que uma pessoa faz pa não adormecer!!
Aula de Sociologia da Comunicação Social
27 de Fevereiro de 2002 . ESCS . sala 2p4
Assistir a aulas de hora e meia pode ser algo muito entediante, daí a taxa de adormecimentos em aulas nas faculadades portuguesas. É que existem professores que tem esta capacidade incrivel de transformar um assunto interessante na maior das secas. É claro que existem sempre formas de contornar a situação. Aqui fica o resultado de uma aula de SCS.
«Já me perdi, prontos já se foi!! Não há muito mais a fazer e pior, se eu estou pr’aqui a escrever, isto então é porque já não estou a apanhar mesmo nada daquilo que a senhora está pr’ali a dizer.
Olha, por acaso não! Mesmo a escrever isto, continuo a ouvir e mais, a perceber, aquilo que ela está a dizer, não tou é a ligar nenhuma, o que é giro! Ela agora está a dizer que o chinês não entende o inglês e vice-versa – “é difícil comunicar!”. Pois pudera!
Isto até tem a sua piada, a sério! (“factores fundamentais” disse ela agora) depois admiro-me que me achem maluca. Pois sou! Agora disseram uma piada sobre o Clone (a telenovela). Está tudo a ouvir, mas a maior parte das pessoas também não está cá. Também estão a pensar em tudo menos nisto. Estão a viajar dentro das suas cabeças. Ao menos eu ainda me entretenho e vou levantando a cabeça, de vez em quando, acenando-a como se tivesse a concordar e a apanhar tudo. Parece bem!
Ora, a que horas é que a aula acaba mesmo?! São 15h25, isto começou às 14h30, acaba às 16h. Está quase!!
Bem, já tou a acabar a folha. Agora já me dispersei deste meu desvio e já tou a voltar a estar mais atenta aquilo que a senhora está pr’ali a dizer. Tchau!!
(…)
Bem, quer dizer, ainda falta meia hora. Já me perdi, já me perdi, não vou voltar agora a apontar aquilo que ela diz. Já me tinha decidido a pedir a aula emprestada muito antes de ter começado a divagar. Até é pena! Logo hoje que o discurso da senhora até nem está a ser muito mau. Continua molinha, é certo. Não é defeito, é feitio. Dá vontade de a agarrar pelos braços e abaná-la para ver se sai qualquer coisa. (que maldade!)
(…)
Estou aqui a escrever mas até estou a ouvir o que ela está a dizer e o pior é que é interessante. Não está a ser maçador. Ok, o facto de não lhe estar a prestar atenção se calhar não demonstra bem isso, mas é verdade. Este tipo de matéria é interessante, juro! Isto é incrível. Estou aqui, estou a ouvir tudo, percebo e até estou a assimilar o que está a ser dito. Até me riu dos comentários que são feitos. Mas no fundo não estou aqui. A minha cabeça está muito longe. (agora está tudo a escrever, porque supostamente aquilo que ela está a dizer agora é importante. Eu também estou a escrever, nada do que ela diz é certo, mas ao menos pareço muito aplicada.)
Qualquer dia publico um livro só com estas reflexões iztupidas e sem razão nenhuma de ser. Só não me parece que vá ter muito sucesso. Acredito que seja muito difícil que alguém (que não seja eu) consiga compreender estas paragens. Se isto for publicado todos aqueles que ainda tinham dúvidas sobre a minha sanidade mental vão deixar de ter.
(…)
A aula está a acabar, vou tomar atenção agora...
(…)
Não dá hipótese. Já não estou cá outra vez. Comecei a corrigir os erros do que acabei de escrever, e ao voltar a ler o que escrevi, comecei a rir sozinha e a pensar na piada que isto vai ter quando, daqui a algum tempo, voltar a pegar nestas folhas…»
27 de Fevereiro de 2002 . ESCS . sala 2p4
Assistir a aulas de hora e meia pode ser algo muito entediante, daí a taxa de adormecimentos em aulas nas faculadades portuguesas. É que existem professores que tem esta capacidade incrivel de transformar um assunto interessante na maior das secas. É claro que existem sempre formas de contornar a situação. Aqui fica o resultado de uma aula de SCS.
«Já me perdi, prontos já se foi!! Não há muito mais a fazer e pior, se eu estou pr’aqui a escrever, isto então é porque já não estou a apanhar mesmo nada daquilo que a senhora está pr’ali a dizer.
Olha, por acaso não! Mesmo a escrever isto, continuo a ouvir e mais, a perceber, aquilo que ela está a dizer, não tou é a ligar nenhuma, o que é giro! Ela agora está a dizer que o chinês não entende o inglês e vice-versa – “é difícil comunicar!”. Pois pudera!
Isto até tem a sua piada, a sério! (“factores fundamentais” disse ela agora) depois admiro-me que me achem maluca. Pois sou! Agora disseram uma piada sobre o Clone (a telenovela). Está tudo a ouvir, mas a maior parte das pessoas também não está cá. Também estão a pensar em tudo menos nisto. Estão a viajar dentro das suas cabeças. Ao menos eu ainda me entretenho e vou levantando a cabeça, de vez em quando, acenando-a como se tivesse a concordar e a apanhar tudo. Parece bem!
Ora, a que horas é que a aula acaba mesmo?! São 15h25, isto começou às 14h30, acaba às 16h. Está quase!!
Bem, já tou a acabar a folha. Agora já me dispersei deste meu desvio e já tou a voltar a estar mais atenta aquilo que a senhora está pr’ali a dizer. Tchau!!
(…)
Bem, quer dizer, ainda falta meia hora. Já me perdi, já me perdi, não vou voltar agora a apontar aquilo que ela diz. Já me tinha decidido a pedir a aula emprestada muito antes de ter começado a divagar. Até é pena! Logo hoje que o discurso da senhora até nem está a ser muito mau. Continua molinha, é certo. Não é defeito, é feitio. Dá vontade de a agarrar pelos braços e abaná-la para ver se sai qualquer coisa. (que maldade!)
(…)
Estou aqui a escrever mas até estou a ouvir o que ela está a dizer e o pior é que é interessante. Não está a ser maçador. Ok, o facto de não lhe estar a prestar atenção se calhar não demonstra bem isso, mas é verdade. Este tipo de matéria é interessante, juro! Isto é incrível. Estou aqui, estou a ouvir tudo, percebo e até estou a assimilar o que está a ser dito. Até me riu dos comentários que são feitos. Mas no fundo não estou aqui. A minha cabeça está muito longe. (agora está tudo a escrever, porque supostamente aquilo que ela está a dizer agora é importante. Eu também estou a escrever, nada do que ela diz é certo, mas ao menos pareço muito aplicada.)
Qualquer dia publico um livro só com estas reflexões iztupidas e sem razão nenhuma de ser. Só não me parece que vá ter muito sucesso. Acredito que seja muito difícil que alguém (que não seja eu) consiga compreender estas paragens. Se isto for publicado todos aqueles que ainda tinham dúvidas sobre a minha sanidade mental vão deixar de ter.
(…)
A aula está a acabar, vou tomar atenção agora...
(…)
Não dá hipótese. Já não estou cá outra vez. Comecei a corrigir os erros do que acabei de escrever, e ao voltar a ler o que escrevi, comecei a rir sozinha e a pensar na piada que isto vai ter quando, daqui a algum tempo, voltar a pegar nestas folhas…»
janeiro 22, 2004
Obsession
República Dominicana . Punta Cana
O ar quente das caraíbas irá soprar sempre nos meus ouvidos e aquecer-me o coração. A obsessão de quem a ouviu a primeira vez com uma vitamina R na mão e de quem só mais tarde se deixou contagiar pelo espírito. A música que dá nome ao blog...
Obsession
Somethin flava…Aventura ((phone rings))…Hello…shh solo escucha
Son las cinco en la mañana
y yo no he dormido nada
Pensando en tu belleza
en loco voy a parar
que mi insomnia es mi castigo tu amor sera mi alivio
y hasta que no seas mia no vivire en paz
Hoy conoci tu novio
pequeño y no buen mozo
Y se que el no te quiere por su forma de hablar
Ademas tu no lo amas porque el no da la talla
No sabe complacerte como lo haria yo
Pero tendre paciencia
Porque no es competencia
Por eso no hay motivos para yo irrespetarlo...
Yudy ((chorus)):
Noooo, No es amor lo que tu sientes
Se llama obsesion
Una ilusion…en tu pensamiento
Que te hace hacer cosas asi funciona el corazon
Bien vestido Y en mi lexus pase por tu colegio
Me informan que te fuiste
Como un loco te fui alcanzar
Te busque y no te encontraba
Y eso me preocupaba
Para calmar mi ansia yo te queria llamar
Pero no tenia tu numero
Y tu amiga ya me lo nego
ser bonito mucho me ayudo
Eso me trajo la solucion
Yo se que le gustaba
Y le di una Mirada con par de palabritas tu numero me dio
Del celular llamaba y tu no contestabas
Luego te puse un beeper y no habia conexion
Mi unica esperanza es que oigas mis palabras
“No puedo tengo novio”
“No me enganes porfavor….”
Yudy ((chorus)):
Nooooo, no es amor…(escuchame porfavor)
Lo que tu sientes…. (que es)
Se llama obsesion…
Una ilusion….(estoy perdiendo el control)
En tu pensamiento…
Que te hace hacer cosas..
asi funciona el corazooooon….(mi amor por dios no me enganches)(Digo Mas)
Hice cita pa'l siquiatra
A ver si me ayudaba
Pues ya no tengo amigos por solo hablar de ti
Lo que quiero es hablarte
Para intentar besarte
Sera posible que por una obsesssion uno pueda morir
Y quisas pienses que soy tonto, privon, y tambien loco
Pero es que en el amor soy muy original
Me enamoro como otros
Conquisto a mi modo
Amar es mi talento te voy a enamorar
Disculpa si te ofendo
Pero es que soy honesto
Con lujo de detalles
Escucha mi version
pura crema chocolate
Untarte y devorarte
Lleverta a otro mundo En tu mente, corazon
Ven vive una aventura
Hagamos mil locuras
Voy hacerte caricias que no se han inventado…(Let me find out)
No es amor, no es amor
Ah …Es una obsesion
No es amor, no es amor
Ah …Es una obsesion (Repeat to the end)
Aventura (artista). We Broke The Rules (álbum) . Obsesion (titulo)
O ar quente das caraíbas irá soprar sempre nos meus ouvidos e aquecer-me o coração. A obsessão de quem a ouviu a primeira vez com uma vitamina R na mão e de quem só mais tarde se deixou contagiar pelo espírito. A música que dá nome ao blog...
Obsession
Somethin flava…Aventura ((phone rings))…Hello…shh solo escucha
Son las cinco en la mañana
y yo no he dormido nada
Pensando en tu belleza
en loco voy a parar
que mi insomnia es mi castigo tu amor sera mi alivio
y hasta que no seas mia no vivire en paz
Hoy conoci tu novio
pequeño y no buen mozo
Y se que el no te quiere por su forma de hablar
Ademas tu no lo amas porque el no da la talla
No sabe complacerte como lo haria yo
Pero tendre paciencia
Porque no es competencia
Por eso no hay motivos para yo irrespetarlo...
Yudy ((chorus)):
Noooo, No es amor lo que tu sientes
Se llama obsesion
Una ilusion…en tu pensamiento
Que te hace hacer cosas asi funciona el corazon
Bien vestido Y en mi lexus pase por tu colegio
Me informan que te fuiste
Como un loco te fui alcanzar
Te busque y no te encontraba
Y eso me preocupaba
Para calmar mi ansia yo te queria llamar
Pero no tenia tu numero
Y tu amiga ya me lo nego
ser bonito mucho me ayudo
Eso me trajo la solucion
Yo se que le gustaba
Y le di una Mirada con par de palabritas tu numero me dio
Del celular llamaba y tu no contestabas
Luego te puse un beeper y no habia conexion
Mi unica esperanza es que oigas mis palabras
“No puedo tengo novio”
“No me enganes porfavor….”
Yudy ((chorus)):
Nooooo, no es amor…(escuchame porfavor)
Lo que tu sientes…. (que es)
Se llama obsesion…
Una ilusion….(estoy perdiendo el control)
En tu pensamiento…
Que te hace hacer cosas..
asi funciona el corazooooon….(mi amor por dios no me enganches)(Digo Mas)
Hice cita pa'l siquiatra
A ver si me ayudaba
Pues ya no tengo amigos por solo hablar de ti
Lo que quiero es hablarte
Para intentar besarte
Sera posible que por una obsesssion uno pueda morir
Y quisas pienses que soy tonto, privon, y tambien loco
Pero es que en el amor soy muy original
Me enamoro como otros
Conquisto a mi modo
Amar es mi talento te voy a enamorar
Disculpa si te ofendo
Pero es que soy honesto
Con lujo de detalles
Escucha mi version
pura crema chocolate
Untarte y devorarte
Lleverta a otro mundo En tu mente, corazon
Ven vive una aventura
Hagamos mil locuras
Voy hacerte caricias que no se han inventado…(Let me find out)
No es amor, no es amor
Ah …Es una obsesion
No es amor, no es amor
Ah …Es una obsesion (Repeat to the end)
Aventura (artista). We Broke The Rules (álbum) . Obsesion (titulo)
Loucos, mas Felizes
Alguém disse uma vez:
"Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós: Loucos, mas felizes"
Longe de mim que alguém sonhe ser como eu, mas podem sempre considerar este espaço como um cantinho onde se partilham e guardam lembranças de momentos que nos marcam e que nos tornam, de facto, um bocadinho mais loucos mas também um bocadinho mais felizes.
"Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós: Loucos, mas felizes"
Longe de mim que alguém sonhe ser como eu, mas podem sempre considerar este espaço como um cantinho onde se partilham e guardam lembranças de momentos que nos marcam e que nos tornam, de facto, um bocadinho mais loucos mas também um bocadinho mais felizes.