maio 06, 2005
se te vejo, marcelino...
Esta é para ti.
Só tens que alterar o nome.
Adriana
'adriana' . jorge cruz . álbum Sede . 2004
Só tens que alterar o nome.
Adriana
mais um dia na cidade
e ainda não sei nada de ti
ainda não vi o teu milagre
sobre mim
eu nem ouso sentir esperança
estou tão longe do que é bom
não te tenho nesta dança
neste tom
mas se te vejo, adriana
se te vejo, adriana
eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir
atrás de ti
eu quero ver-te no meu espelho
intimidar-te com o olhar
e confessar-te que foste eleita
para eu me dar
vá vem dormir para os meus braços
que eu vou mostrar-te o que é o amor
se eu não vencer
quem vence a prova do teu rigor
e se te vejo, adriana
se te vejo, adriana
eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir
atrás de ti
mais um dia na cidade
e ainda não sei nada de ti
mas é tão bom ter o teu nome aqui
aqui, aqui, aqui
eu estou aqui.
'adriana' . jorge cruz . álbum Sede . 2004
só um pequeno apontamento
A música portuguesa anda em alta e, neste caso concreto, a poesia portuguesa também. Surpresa das surpresas fui encontrar a letra do single da Margarida Pinto, na ponta da caneta de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa). Extraordinária interpretação.
É Português e é muito, muito bom.
Apontamento
Quinta-feira, dia 12 de Maio, pelas 19 horas, na Casa Fernando Pessoa.
Apresentação do album 'apontamento' em versão acústica.
É Português e é muito, muito bom.
Apontamento
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zangam com ela.
São tolerantes com ela.
O que eu era um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes.
Mas conscientes de si-mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem porque ficou ali.
Quinta-feira, dia 12 de Maio, pelas 19 horas, na Casa Fernando Pessoa.
Apresentação do album 'apontamento' em versão acústica.
maio 03, 2005
no miocárdio da Armada
Estou de volta.
A missão está cumprida e agora, um ano depois, estou de volta à base, onde tudo começou. Por norma os marinheiros passam muito tempo sem ver terra, eu passei muito tempo sem ver uma das coisas que me liga ao Mar.
Um estágio incompleto; 5 semanas fora de série; uma semana de mar; um mês de formação à base de esparguete, bife, batata frita e ovo a cavalo; muitas amizades; um grande amor; 6 meses de 70 mil jovens de 18 anos; e, agora... de volta à origem, de volta à Marinha.
A missão está cumprida e agora, um ano depois, estou de volta à base, onde tudo começou. Por norma os marinheiros passam muito tempo sem ver terra, eu passei muito tempo sem ver uma das coisas que me liga ao Mar.
Um estágio incompleto; 5 semanas fora de série; uma semana de mar; um mês de formação à base de esparguete, bife, batata frita e ovo a cavalo; muitas amizades; um grande amor; 6 meses de 70 mil jovens de 18 anos; e, agora... de volta à origem, de volta à Marinha.