fevereiro 03, 2004
DR/Capítulo 6 - Mãe!Mãe! Olha o que eu fiz!
Uma variante das barraquitas era as barraquitas das trancinhas. Pois é! Existe uma espécie de regra instituída. Vais à república dominicana, fazes trancinhas. O que nem é nada de especial, são só trancinhas no cabelo. Pagas uma pipa de massa (ok. Não é uma pipa de massa, mas também não é muito barato. E só se toma consciência que é uma pipa de massa quando já estás em Portugal, longe daquele ambiente mãos largas) e tens alguém agarrado ao teu cabelo a fazer nós por uns minutos. A menos que faças trancinhas ao cabelo todo – só paciência e coragem, porque se não tiveres uma carinha laróca, aquilo não te vai ficar nada bem – elas despacham aquilo num instante. Primeiro correm atrás de ti para fazeres as tranças, se quiseres fazer mesmo tranças ou se não conseguires ceder à pressão, sentam-te depois numa cadeirinha. Separam as mini mini madeixinhas de cabelo para fazer as tranças. Depois besuntam esse bocado de cabelo com uma pasta transparente qualquer. Depois cabelo para aqui, cabelo para ali, fazem a dita trança num abrir e fechar de olhos, por mais comprido que o teu cabelo seja. Por último envolvem a ponta da trança numa prata, enrolam, colocam as bolitas com as cores que escolheste e voilá… sais dali com o cabelo a tilintar/xocalhar.
As senhoras correm mesmo atrás de ti, e se não tiveres para aí virado podem até ser um bocado chatas. Se aceitares fazer as tranças podes, como tudo o resto naquela terra, regatear o preço. Mas o que quer que faças faz à sombra, porque aquilo é rápido mas não é automático. Nós fizemos trancinhas, não todas, nem no cabelo todo. Fizemos cinco pelo preço de quatro, graças à susana. E ficámos todas muuuito mais bonitas.
É mentira, não ficámos mais bonitas, mas ficámos mais sujeitas a queimar o casco se não usássemos chapéu. Bonitas, bonitas ficámos quando resolvemos fazer as nossas tatus. Um belo dia deparámo-nos com as tatuagens temporárias lá no hotel ao pé da piscina. Bora fazer uma tatuagem? Bora! E fomos, fizemos uma tatuagem mas foi só no dia seguinte porque já não estava ali ninguém àquela hora.
Mesmo sendo uma coisa temporária, fazer uma tatuagem requer algum tempo. Primeiro é preciso tempo para pensares onde é que queres fazer a tatuagem, depois é preciso tempo para escolher o desenho da tatuagem que vais fazer, por último e esta é a parte mais chata, quando já decidiste tudo isto e até já fizeste a tatu, precisas de tempo para aquilo secar e puderes ir para a água, e é uma chatisse. Moi même fez uma tatuagem nas costas, lá em baixo no fimzinho das costas. E fiz um desenho de um caractere hindu, que era muito giro mas que não tinha legenda. Donde, basicamente passei duas semanas com qualquer coisa escrita nas costas que eu não faço a mínima ideia o que significava. Aquilo até podia dizer uma asneira qualquer que eu não sabia, mas pronto! A nita fez um golfinho, também muito giro acima da canela. E a susanita fez um cavalo-marinho também na canela. Outra pessoa que também fez uma tatu mas que não saiu bem como ele tava à espera foi o colega ricardio. A intenção era boa, e se aquilo corresse bem ficava muito fixe. Mas aquilo que era suposto ser um pequeno sol no pescoço (um pouco abaixo da orelha) acabou por parecer só um sinal muito grande e estranho.
E então lá andávamos nós com umas trancinhas e uma tatuagem nova. Umas malucas!! Pelo menos era isto que eu estava à espera que a minha mãe pensasse depois de ver a tatuagem e cair para o lado, pensando que era a sério. Isso mas acompanhado de um ataque de histerismo. Ana Margarida o que é que tu fizeste?! Mas não. Em vez do Vou-te esfregar as costas com arame até isso sair! (que exagero!!!), em resposta ao E mãe olha só o que eu fiz!?, ainda no aeroporto, tive apenas um quase E eu tudo bem!!!. Será que se um dia fizer uma mesmo mesmo a sério, sem a desculpa de estar num país longínquo e não saber o que fazer, ela vai ter a mesma reacção?! Deixa cá tentar!
As senhoras correm mesmo atrás de ti, e se não tiveres para aí virado podem até ser um bocado chatas. Se aceitares fazer as tranças podes, como tudo o resto naquela terra, regatear o preço. Mas o que quer que faças faz à sombra, porque aquilo é rápido mas não é automático. Nós fizemos trancinhas, não todas, nem no cabelo todo. Fizemos cinco pelo preço de quatro, graças à susana. E ficámos todas muuuito mais bonitas.
É mentira, não ficámos mais bonitas, mas ficámos mais sujeitas a queimar o casco se não usássemos chapéu. Bonitas, bonitas ficámos quando resolvemos fazer as nossas tatus. Um belo dia deparámo-nos com as tatuagens temporárias lá no hotel ao pé da piscina. Bora fazer uma tatuagem? Bora! E fomos, fizemos uma tatuagem mas foi só no dia seguinte porque já não estava ali ninguém àquela hora.
Mesmo sendo uma coisa temporária, fazer uma tatuagem requer algum tempo. Primeiro é preciso tempo para pensares onde é que queres fazer a tatuagem, depois é preciso tempo para escolher o desenho da tatuagem que vais fazer, por último e esta é a parte mais chata, quando já decidiste tudo isto e até já fizeste a tatu, precisas de tempo para aquilo secar e puderes ir para a água, e é uma chatisse. Moi même fez uma tatuagem nas costas, lá em baixo no fimzinho das costas. E fiz um desenho de um caractere hindu, que era muito giro mas que não tinha legenda. Donde, basicamente passei duas semanas com qualquer coisa escrita nas costas que eu não faço a mínima ideia o que significava. Aquilo até podia dizer uma asneira qualquer que eu não sabia, mas pronto! A nita fez um golfinho, também muito giro acima da canela. E a susanita fez um cavalo-marinho também na canela. Outra pessoa que também fez uma tatu mas que não saiu bem como ele tava à espera foi o colega ricardio. A intenção era boa, e se aquilo corresse bem ficava muito fixe. Mas aquilo que era suposto ser um pequeno sol no pescoço (um pouco abaixo da orelha) acabou por parecer só um sinal muito grande e estranho.
E então lá andávamos nós com umas trancinhas e uma tatuagem nova. Umas malucas!! Pelo menos era isto que eu estava à espera que a minha mãe pensasse depois de ver a tatuagem e cair para o lado, pensando que era a sério. Isso mas acompanhado de um ataque de histerismo. Ana Margarida o que é que tu fizeste?! Mas não. Em vez do Vou-te esfregar as costas com arame até isso sair! (que exagero!!!), em resposta ao E mãe olha só o que eu fiz!?, ainda no aeroporto, tive apenas um quase E eu tudo bem!!!. Será que se um dia fizer uma mesmo mesmo a sério, sem a desculpa de estar num país longínquo e não saber o que fazer, ela vai ter a mesma reacção?! Deixa cá tentar!
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