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fevereiro 03, 2004

DR/Capítulo 4 - Os Day After 

No dia seguinte acordámos cedinho, mesmo muito cedo, e com grande genica (gosto da palavra). Bom diaaaa!!! Bom dia o caraças!!! São 06:30 da manhã, volta mas é a dormir. Acordávamos quase sempre assim, cedinho. Tão cedo e por nossa livre iniciativa, foi só no primeiro dia. Primeiro porque já não tavamos a fazer nada na cama, depois porque a partir da 06 da manhã estava já um sol e um calor que não se podia e depois principalmente porque nos esperava um pequeno-almoço de reis.

Os pequenos almoços, meus amigos, os pequenos-almoços!! Que pequenos-almoços!! O primeiro foi um choque, pela quantidade de comida e pela variedade. Tá bem que o povo português tem um pequeno-almoço fraquito, com excepção dos copinhos de vinho tinto e aguardente logo de manhã, para começar bem o dia. E ok, os famosos bacon & eggs, a gente ainda aguenta, mas eu pergunto-me como será o resto do dia, em termos de refeições, de pessoas que comem logo de manhã, salsichas cheias de molhos, feijões e batatas guisados, muita gordura, muita cebola e muito refogado, ah e um copinho se sumo de fruta natural, faz xavor, sem açúcar!! O que vale é que havia pequenos-almoços para todos os gostos. A minha selecção: panquecas, duas, regadas com um pouco de mel; talhadas de meloa, uma ou duas, e um batido de fruta feito na hora com as frutas que tu escolheres, todos os dias um diferente. Pausa… dêem-me uns minutos para me recompor. Ai ai!!

O primeiro dia foi básico, quase igual aos outros todos, não fosse o facto de estarmos a ver aquilo tudo pela primeira vez. Logo de manhã, quando fomos para a praia, a primeira vez que púnhamos os pés naquela areia, (pelo menos para a maior parte de nós), voltámos a parecer uns básicos, a rir e aos saltos dentro de água por tudo e por nada. Depois de almoço fomos à procura de um telefone que funcionasse naquela terra. Primeiro e único defeito a apontar ao hotel. De cinco estrelas!!! Era uma confusão incrível para telefonar. Fomos então ao shopping, se é que aquilo se podia chamar assim, que ficava fora do hotel, e digamos que se notava alguma diferença entre república dominicana que existia dentro do hotel e a república fora das paredes do mesmo. Depois de vinte tentativas de marcar números de 55 dígitos, finalmente conseguimos os primeiros contactos com portugal, com as mamãs, os papás e com os gaijos. Seguiu-se a voltinha pelas lojinhas. Ao início só queríamos ver mais ou menos como é que aquilo era, nem levamos muito dinheiro nem nada, mas éramos constantemente bombardeados com convites para entrar nas lojas e com regalos. Os regalos, deixem-me que vos diga, são uma invenção brilhante que devia ser implementada em Portugal. Não que a oferta de regalos nos levasse a comprar fosse o que fosse, mas era do melhor para sair das lojinhas com alguma coisa na mão e sem comprar nada. O que é que a gente havia de fazer eles davam-nos aquilo p’rás mãos, não podíamos simplesmente recusar, né?!

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