fevereiro 01, 2004
DR/Capítulo 1 - A interminável viagem
No dia 26 de Abril às 11 horas e 30 minutos estávamos finalmente dentro do avião e a oito horas de distância do nosso destino – Punta Cana. Oito horas é muito tempo, especialmente se atendermos ao facto de que não se pode fumar dentro do avião. Não que o tabaco me fizesse falta nessa ocasião, eu até nem fumo, mas passava bem sem o colega ricardio de dois em dois minutos a tentar ver as horas no meu pulso. Além disso temos que ver que a melhor parte do voo é logo no inicio, mesmo antes de descolares (essa parte, do descolar, também é gira deixem-me que vos diga!!). Estou a referir-me, claro está, aquela encenação cómica por parte das hospedeiras. Ah, e claro, ao “Good morning ladies and gentlemens… blá… blá… blá… blá… blá … THANK YOU!!”. Lindo. (estes “blá, blá” não representam algo secante mas antes algo que era completamente imperceptível, mesmo para quem percebe inglês)
Primeiro minuto em Punta Cana – Hot! Hot! Hot! Very Hot!!! Os restantes também foram, mas pronto!
Qual é a desvantagem de seres dos últimos a fazer check-in? Tens que estar um bocadão de tempo à espera na fila. Qual é a vantagem? És dos primeiros a ver a tua mala. A bem dizer, mesmo que sejas dos primeiros no check-in também és dos primeiros a ver a tua mala, ou pelo menos dos primeiros a pensar que estás a ver a tua mala. Isto porque naquela altura todas as malas que tenham a mínima semelhança com a tua, são a tua mala (para ti e para os que estão contigo), e nestes casos qualquer semelhança pode ser apenas o facto de ter o formato de uma mala. Qual é a vantagem de teres colegas teus a fazer o check-in antes de ti (e primeiro que todos os outros)? Não tens que gramar com eles, pelo menos durante o bocadão de tempo em que estás à espera para fazer o teu check-in (brincadeirinha!!). Qual é a desvantagem de teres colegas teus a fazer o check-in antes de ti (e primeiro que todos os outros)? Naquela confusão das malas vais pensar que estás a ver sair a tua mala e vais ver que essa afinal não era a tua mala. Depois de algum tempo vais ver realmente a tua mala a sair (vais dar um enxerto de porrada ao gaijo que estava a pensar estar a ver a sua mala, que não viu que afinal não era e que acabou por tentar tirar a tua mala a pensar que era a dele). Depois vais ver sair as malas de todas as pessoas que iam no teu voo e possivelmente nos voos que chegaram ao mesmo tempo que o teu, vais pensar que estás a ver as malas dos teus colegas e vais ver que afinal não eram. Só depois é que vais pensar que as estás a ver e estás mesmo. Com isto tudo és o último a sair do aeroporto. Ou melhor do protótipo de aeroporto, da cabana de palhotas gigante a que chamam Aeroporto Internacional de Punta Cana. A pista de aterragem alcatroada foi uma conquista recente!
A primeira coisa que vês é o aeroporto e este é feito de palha!! Ok, pode ser. É só muito original mas não há crise! Depois sais do aeroporto à procura do autocarro que te vai levar ao hotel. (O hotel era de cinco estrelas, não sei se já vos tinha dito!) Do monte de autocarros que aguardavam junto à entrada/saída do aeroporto qual é que estava destinado a levar o grupito de 10 malucos ao hotel? (De cinco estrelas) Um mini autocarro, topo de gama em 1960 e qualquer coisa, importado para a República Dominicana já com 30 anos de uso e com um atrelado ainda mais ferrugento que trazia consigo, em letras garrafais, a inscrição “Jesus Te Ama”. Ok, não há crise! Seria muito pouco provável que um autocarro daqueles quisesse dizer que o hotel de cinco estrelas se calhar não era bem de cinco estrelas e que aquilo não ia ser muito bem como estávamos à espera. Mas isto foi só até entrar no buszito. De repente aquela lata velha transformou-se no sítio mais confortável que se podia imaginar. Tinha estofos em pele (pelo menos assim parecia), o ar condicionado no máximo, estava fresquinho, fresquinho (mesmo o que nos fazia falta), e era só para nós os 10, imagine-se!! Um autocarro maravilhoso só para nós.
Pormenores interessantes do autocarro: auto-rádio sintonizado na estação do momento em Punta Cana, que nos permitiu desde logo familiarizarmo-nos com os gostos musicais locais; e duas garrafitas de cerveja, equivalentes locais às nossas minis, junto ao lugar do condutor – vazias!! Ora, só podia ser bom sinal! E confirmou-se que era, assim que o senhor motorista começa a andar, não muito depressa é certo, mas também não muito devagar. Também não era preciso ir depressa para sentirmos medo daquela condução. Era sempre a aviar e sentidos contrários é coisa que não existe para aqueles lados. Felizmente a viagem foi curta e depressa estávamos a passar os portões do hotel.
Primeiro minuto em Punta Cana – Hot! Hot! Hot! Very Hot!!! Os restantes também foram, mas pronto!
Qual é a desvantagem de seres dos últimos a fazer check-in? Tens que estar um bocadão de tempo à espera na fila. Qual é a vantagem? És dos primeiros a ver a tua mala. A bem dizer, mesmo que sejas dos primeiros no check-in também és dos primeiros a ver a tua mala, ou pelo menos dos primeiros a pensar que estás a ver a tua mala. Isto porque naquela altura todas as malas que tenham a mínima semelhança com a tua, são a tua mala (para ti e para os que estão contigo), e nestes casos qualquer semelhança pode ser apenas o facto de ter o formato de uma mala. Qual é a vantagem de teres colegas teus a fazer o check-in antes de ti (e primeiro que todos os outros)? Não tens que gramar com eles, pelo menos durante o bocadão de tempo em que estás à espera para fazer o teu check-in (brincadeirinha!!). Qual é a desvantagem de teres colegas teus a fazer o check-in antes de ti (e primeiro que todos os outros)? Naquela confusão das malas vais pensar que estás a ver sair a tua mala e vais ver que essa afinal não era a tua mala. Depois de algum tempo vais ver realmente a tua mala a sair (vais dar um enxerto de porrada ao gaijo que estava a pensar estar a ver a sua mala, que não viu que afinal não era e que acabou por tentar tirar a tua mala a pensar que era a dele). Depois vais ver sair as malas de todas as pessoas que iam no teu voo e possivelmente nos voos que chegaram ao mesmo tempo que o teu, vais pensar que estás a ver as malas dos teus colegas e vais ver que afinal não eram. Só depois é que vais pensar que as estás a ver e estás mesmo. Com isto tudo és o último a sair do aeroporto. Ou melhor do protótipo de aeroporto, da cabana de palhotas gigante a que chamam Aeroporto Internacional de Punta Cana. A pista de aterragem alcatroada foi uma conquista recente!
A primeira coisa que vês é o aeroporto e este é feito de palha!! Ok, pode ser. É só muito original mas não há crise! Depois sais do aeroporto à procura do autocarro que te vai levar ao hotel. (O hotel era de cinco estrelas, não sei se já vos tinha dito!) Do monte de autocarros que aguardavam junto à entrada/saída do aeroporto qual é que estava destinado a levar o grupito de 10 malucos ao hotel? (De cinco estrelas) Um mini autocarro, topo de gama em 1960 e qualquer coisa, importado para a República Dominicana já com 30 anos de uso e com um atrelado ainda mais ferrugento que trazia consigo, em letras garrafais, a inscrição “Jesus Te Ama”. Ok, não há crise! Seria muito pouco provável que um autocarro daqueles quisesse dizer que o hotel de cinco estrelas se calhar não era bem de cinco estrelas e que aquilo não ia ser muito bem como estávamos à espera. Mas isto foi só até entrar no buszito. De repente aquela lata velha transformou-se no sítio mais confortável que se podia imaginar. Tinha estofos em pele (pelo menos assim parecia), o ar condicionado no máximo, estava fresquinho, fresquinho (mesmo o que nos fazia falta), e era só para nós os 10, imagine-se!! Um autocarro maravilhoso só para nós.
Pormenores interessantes do autocarro: auto-rádio sintonizado na estação do momento em Punta Cana, que nos permitiu desde logo familiarizarmo-nos com os gostos musicais locais; e duas garrafitas de cerveja, equivalentes locais às nossas minis, junto ao lugar do condutor – vazias!! Ora, só podia ser bom sinal! E confirmou-se que era, assim que o senhor motorista começa a andar, não muito depressa é certo, mas também não muito devagar. Também não era preciso ir depressa para sentirmos medo daquela condução. Era sempre a aviar e sentidos contrários é coisa que não existe para aqueles lados. Felizmente a viagem foi curta e depressa estávamos a passar os portões do hotel.
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