maio 31, 2004
O Capitão... Romance
Não vou procurar quem espero, se o que eu quero é navegar.
Pelo tamanho das ondas, conto não voltar.
Parto rumo à primavera, que em meu fundo se escondeu.
Esqueço tudo do que eu sou capaz. Hoje o mar sou eu...
Esperam-me ondas que persistem,nunca param de partir.
Esperam-me homens que resistem,antes de morrer!
Por querer mais do que a vida,
Sou a sombra do que eu sou.
E ao fim não toquei em nada,
Do que em mim tocou.
Parto rumo à maravilha,rumo à dor que houver pra vir.
Se eu encontrar uma ilha,paro pra sentir!
Dar sentido à viagem,pra sentir que eu sou capaz.
Se o meu peito diz 'coragem', volto a partir em paz.
Eu vi, mas não agarrei...
Eu vi, mas não agarrei...
Capitão Romance by Ornatos Violeta . 'O monstro precisa de amigos'
Esta é a minha música preferida dos Ornatos. É linda, linda, linda. Gosto da voz rouca :) Pena já não tocarem juntos, imaginem a quantidade de outras músicas brilhantes que estes manos seriam capazes de fazer.
Pelo tamanho das ondas, conto não voltar.
Parto rumo à primavera, que em meu fundo se escondeu.
Esqueço tudo do que eu sou capaz. Hoje o mar sou eu...
Esperam-me ondas que persistem,nunca param de partir.
Esperam-me homens que resistem,antes de morrer!
Por querer mais do que a vida,
Sou a sombra do que eu sou.
E ao fim não toquei em nada,
Do que em mim tocou.
Parto rumo à maravilha,rumo à dor que houver pra vir.
Se eu encontrar uma ilha,paro pra sentir!
Dar sentido à viagem,pra sentir que eu sou capaz.
Se o meu peito diz 'coragem', volto a partir em paz.
Eu vi, mas não agarrei...
Eu vi, mas não agarrei...
Capitão Romance by Ornatos Violeta . 'O monstro precisa de amigos'
Esta é a minha música preferida dos Ornatos. É linda, linda, linda. Gosto da voz rouca :) Pena já não tocarem juntos, imaginem a quantidade de outras músicas brilhantes que estes manos seriam capazes de fazer.
maio 24, 2004
Assim sou eu
Gosto de mim. Gosto, adoro a minha família. Gosto de me rir. Gosto de pintar pedras. Gosto de lápis de cera. Gosto de pôr cola nos dedos e ir tirando devagarinho como se fosse pele. Gosto de pôr a mão dentro de recipientes com feijão ou ervilhas e ir remexendo. Gosto de sentir o calor do sol na cara. Gosto de ouvir cair a chuva na rua. Gosto, adoro o cheiro da terra molhada. Gosto da primeira chuvada depois do verão. Não gosto nada de chapéus-de-chuva. Gosto de bolo de chocolate. Não gosto nada de cebola. Gosto de gomas, pastilhas elásticas com cores maradas, adoro petasetas. Gosto de coca-cola sem gás. Gosto da praia. Não gosto da areia nas virilhas. Gosto de sentir os pés a afundar na areia. Gosto, adoro oferecer coisas. Gosto de cães. Gosto das pessoas. Gosto de olhar as pessoas. Gosto muito dos meus amigos. Não gosto de gente convencida. Não gosto de mentiras. Não gosto da inveja. Gosto de dormir. Gosto de sonhar. Gosto de me iludir. Detesto desiludir-me. Gosto de gostar. Gosto, adoro música. Gosto dos meus rádios. Não gosto quando se acabam as pilhas ou fico sem phones. Gosto de música pimba. Adoro dançar. Gosto de cantar. Gosto mais de ouvir cantar. Gosto de ficar quietinha. Gosto dos pequenos nadas. Gosto de pormenores. Gosto de falar. Gosto mais de ouvir. Gosto dele. Gostava que ele gostasse de mim. Gostava de continuar, mas acho que já chega. Gostava de saber se gostaram.
maio 23, 2004
in the navy
"os marinheiros aventureiros são sempre os primeiros na Terra ou no Mar..."
"O cidadão que escolhe a carreira das armas, e jura servir o país, levando o seu sacrifício e a sua luta até ao limite da própria vida, não é um cidadão qualquer.
É um homem, ou mulher, que aceita com naturalidade a condição militar. Não a vê como limitação dos seus direitos. Vê-a como intimamente ligada à nobreza da missão, e da carreira que abraçou. (...) O que de mais significativo distingue o militar dos restantes agentes do Estado não é a farda, é a condição militar. O militar é um cidadão que se bate pela sua bandeira, e aceita morrer pelos superiores interesses do Estado."
in discurso do Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada por ocasião do Dia da Marinha 2004.
"O cidadão que escolhe a carreira das armas, e jura servir o país, levando o seu sacrifício e a sua luta até ao limite da própria vida, não é um cidadão qualquer.
É um homem, ou mulher, que aceita com naturalidade a condição militar. Não a vê como limitação dos seus direitos. Vê-a como intimamente ligada à nobreza da missão, e da carreira que abraçou. (...) O que de mais significativo distingue o militar dos restantes agentes do Estado não é a farda, é a condição militar. O militar é um cidadão que se bate pela sua bandeira, e aceita morrer pelos superiores interesses do Estado."
in discurso do Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada por ocasião do Dia da Marinha 2004.
maio 20, 2004
Dia da Marinha
Os últimos dias foram absolutamente fora de série. Há pessoas que têm mesmo muita sorte e eu não me posso queixar.
Por tudo aquilo que envolve, trabalhar na Marinha na área de relações públicas é, só por si, uma experiência fantástica. Mas depois, como se isso não bastasse, existem uns extras que desfazem qualquer resto de dúvida que possa existir em relação a isso.
Nestes dois últimos dias foi o contra-relógio para acabar o trabalho em mãos - o novo portal da marinha (está lindo. merece uma visita, duas ou três ou mais). Foi assistir e apoiar cerimónias de assinatura de contratos muito importantes. Foi percorrer o país para chegar à cidade escolhida para as comemorações deste ano do dia da Marinha, Viana do Castelo. E ter a oportunidade de o fazer, pelo menos num dos sentidos, num helicópetro puma da força aérea. Dá para acreditar?! Eu andei num puma da Força Aérea! Lisboa-Viana do Castelo numa hora e meia. Foi uma viagem incrível, recomendo vivamente a compra de pelo menos um heli por cada família.
Foi ficar encantada por assistir um concerto da Banda da Armada. Nunca pensei gostar tanto. Foi o deitar tarde e acordar cedo que é, de resto, a melhor forma de começar um dia em grande. Foi o sentir uma certa satisfação em assar ao sol e desidratar por completo só para apoiar e assistir à parada militar e, de certo modo, fazer um pouco parte do espírito que ali se vive. Foi a demonstração militar em pleno Lima. Muito giro, mesmo sem o s nos fuzileiros. A partir de hoje, para mim, demonstrações de perícias militares só são válidas se tiverem um helicópetro Lynx a fazer saudação no final. Foi o almoço a bordo da fragata Vasco da Gama. Foi o cortar de circulação nas estradas de viana só para fazer passar os carros da armada. Foi percorrer a exposição que tanto trabalho deu a montar. Foi o voltar para casa a puxar para o "de rastos", mas também, e acima de tudo, muito satisfeita por ter vivido isto tudo. É possível que não entre para a marinha, mas em qualquer dos casos já me convenceram.
Jovem vem para a Marinha!!
www.marinha.pt
Por tudo aquilo que envolve, trabalhar na Marinha na área de relações públicas é, só por si, uma experiência fantástica. Mas depois, como se isso não bastasse, existem uns extras que desfazem qualquer resto de dúvida que possa existir em relação a isso.
Nestes dois últimos dias foi o contra-relógio para acabar o trabalho em mãos - o novo portal da marinha (está lindo. merece uma visita, duas ou três ou mais). Foi assistir e apoiar cerimónias de assinatura de contratos muito importantes. Foi percorrer o país para chegar à cidade escolhida para as comemorações deste ano do dia da Marinha, Viana do Castelo. E ter a oportunidade de o fazer, pelo menos num dos sentidos, num helicópetro puma da força aérea. Dá para acreditar?! Eu andei num puma da Força Aérea! Lisboa-Viana do Castelo numa hora e meia. Foi uma viagem incrível, recomendo vivamente a compra de pelo menos um heli por cada família.
Foi ficar encantada por assistir um concerto da Banda da Armada. Nunca pensei gostar tanto. Foi o deitar tarde e acordar cedo que é, de resto, a melhor forma de começar um dia em grande. Foi o sentir uma certa satisfação em assar ao sol e desidratar por completo só para apoiar e assistir à parada militar e, de certo modo, fazer um pouco parte do espírito que ali se vive. Foi a demonstração militar em pleno Lima. Muito giro, mesmo sem o s nos fuzileiros. A partir de hoje, para mim, demonstrações de perícias militares só são válidas se tiverem um helicópetro Lynx a fazer saudação no final. Foi o almoço a bordo da fragata Vasco da Gama. Foi o cortar de circulação nas estradas de viana só para fazer passar os carros da armada. Foi percorrer a exposição que tanto trabalho deu a montar. Foi o voltar para casa a puxar para o "de rastos", mas também, e acima de tudo, muito satisfeita por ter vivido isto tudo. É possível que não entre para a marinha, mas em qualquer dos casos já me convenceram.
Jovem vem para a Marinha!!
www.marinha.pt
maio 16, 2004
o sonho - part I
Os dois monstros de quatro cabeças continuam a perseguir-me, tento esconder-me mas não é possível. Atravesso a ribeira e contorno o monte feito de almofadas. Eles continuam atrás de mim. Entro numa estrada. É a minha rua. Corro para casa, entro e fecho a porta e eles ficam presos lá fora. Vou até à cozinha beber água, o relógio marca 18 horas. Subo as escadas a caminho do meu quarto, mas toca o telefone e eu tenho de voltar a descer. Quem será agora?
Acordei! São 6 horas da manhã, só mesmo esta maquineta para me tirar do sono a estas horas. Atendo, mas do outro lado ninguém responde, já era de esperar. Às vezes penso que existe algures no mundo uma entidade qualquer que se dedica exclusivamente a telefonar para casa das pessoas nas horas mais absurdas, desligando logo em seguida.
Bem mas seja como for ainda é cedo e falta muito para a primeira aula, por isso é melhor voltar para a cama e ver se ainda durmo alguma coisa. Refaço o caminho de volta ao quarto. As escadas, o corredor, o tecto, noto alguma coisa de diferente. É uma sensação esquisita, parece que está tudo mais apertado. Ao entrar no quarto essa sensação torna-se ainda mais real quando bato com a cabeça na ombreira da porta. A mesma ombreira que ainda ontem eu não conseguia chegar nem com um salto.
Apercebi-me que estava mais alto e todo contente corri a ver-me ao espelho do quarto dos meus pais, pois o meu já não tinha espelho desde que andei a jogar à bola lá dentro. A alegria que senti, por finalmente ser grande, rapidamente se transformou num grande susto quando vi que o grande não dizia respeito só à altura, como eu desejava. Eu estava mesmo grande, mas grande de velho, era um autêntico adulto, mais velho que o meu irmão Pedro, que tem 30 anos e já está casado.
Parecia um filme de ficção científica, mas neste caso a última coisa que me apetecia era comer pipocas. Fui logo acordar os meus pais, para eles verem o que me tinha acontecido. Talvez fosse só uma alucinação minha e na verdade eu continuava na mesma, um puto de 16 anos cheio de borbulhas e de complexos. Mas quando os fui acordar deparei com uma cena ainda mais arrepiante do que a minha figura no espelho, ainda à pouco. Os meus pais eram agora duas crianças que dormiam sossegadas e agarradinhos um ao outro como se tivessem medo do escuro e era o mais natural pois eles não deviam ter mais de 6 anos.
Acordei! São 6 horas da manhã, só mesmo esta maquineta para me tirar do sono a estas horas. Atendo, mas do outro lado ninguém responde, já era de esperar. Às vezes penso que existe algures no mundo uma entidade qualquer que se dedica exclusivamente a telefonar para casa das pessoas nas horas mais absurdas, desligando logo em seguida.
Bem mas seja como for ainda é cedo e falta muito para a primeira aula, por isso é melhor voltar para a cama e ver se ainda durmo alguma coisa. Refaço o caminho de volta ao quarto. As escadas, o corredor, o tecto, noto alguma coisa de diferente. É uma sensação esquisita, parece que está tudo mais apertado. Ao entrar no quarto essa sensação torna-se ainda mais real quando bato com a cabeça na ombreira da porta. A mesma ombreira que ainda ontem eu não conseguia chegar nem com um salto.
Apercebi-me que estava mais alto e todo contente corri a ver-me ao espelho do quarto dos meus pais, pois o meu já não tinha espelho desde que andei a jogar à bola lá dentro. A alegria que senti, por finalmente ser grande, rapidamente se transformou num grande susto quando vi que o grande não dizia respeito só à altura, como eu desejava. Eu estava mesmo grande, mas grande de velho, era um autêntico adulto, mais velho que o meu irmão Pedro, que tem 30 anos e já está casado.
Parecia um filme de ficção científica, mas neste caso a última coisa que me apetecia era comer pipocas. Fui logo acordar os meus pais, para eles verem o que me tinha acontecido. Talvez fosse só uma alucinação minha e na verdade eu continuava na mesma, um puto de 16 anos cheio de borbulhas e de complexos. Mas quando os fui acordar deparei com uma cena ainda mais arrepiante do que a minha figura no espelho, ainda à pouco. Os meus pais eram agora duas crianças que dormiam sossegadas e agarradinhos um ao outro como se tivessem medo do escuro e era o mais natural pois eles não deviam ter mais de 6 anos.
Sê meu
Ninguém é de ninguém, dizem.
Mas como poderei eu não ser de alguém se eu já não sou de mim?
A quem pertenço afinal se tudo quanto sou,
Se tudo quanto vive em mim, vive porque esse ninguém existe.
Que tamanhos pecados comete alguém
Para se perder assim de si mesmo?
Que boas acções para tamanha satisfação em não se pertencer.
Ser de alguém que não sou eu, ser eu mas não para mim.
Não pertencer a ninguém mas não me ter.
Mas como poderei eu não ser de alguém se eu já não sou de mim?
A quem pertenço afinal se tudo quanto sou,
Se tudo quanto vive em mim, vive porque esse ninguém existe.
Que tamanhos pecados comete alguém
Para se perder assim de si mesmo?
Que boas acções para tamanha satisfação em não se pertencer.
Ser de alguém que não sou eu, ser eu mas não para mim.
Não pertencer a ninguém mas não me ter.
maio 11, 2004
Endlessly
There's a part in me you'll never know the only thing I'll never show.
Hopelessly I'll love you endlessly, hopelessly I'll give you everything
but I won't give you up, I won't let you down and I won't leave you falling if the moment ever comes.
It's plain to see it's trying to speak cherished dreams forever asleep.
hopelessly I'll love you endlessly and hopelessly I'll give you everything but I won't give you up, I won't let you down and I won't leave you falling if the moment ever comes.
'Endlessly' . muse . álbum:'absolution'

Hopelessly I'll love you endlessly, hopelessly I'll give you everything
but I won't give you up, I won't let you down and I won't leave you falling if the moment ever comes.
It's plain to see it's trying to speak cherished dreams forever asleep.
hopelessly I'll love you endlessly and hopelessly I'll give you everything but I won't give you up, I won't let you down and I won't leave you falling if the moment ever comes.
'Endlessly' . muse . álbum:'absolution'
Orange (só pra ti)
Quem não acredita que temos uma pessoa guardada
uma alma geminada que nos está predestinada
Há quem julgue que não andamos á procura de uma só pessoa
Com quem passar esta vida dura
Mas descobri a cura pra tanta falta de crença
Logo á primeira vista, contigo, na tua presença
Senti a minha energia, colar-se na tua
brincar com a tua, rir, rimar e voar com a tua
Tudo parou por momentos, tudo cessou de existir
Tudo por instantes pra assistir á cena evoluir
Foi um fluir um desfile de pontos em comum
Um alimentar de pontos vitais há muito em jejum
Paixão cresceu em mim, algo bateu forte
E me deixou atordoado por uns tempos sem norte
Espero que a sorte me ajude, a esperança não mude
que a paciência aguente firme nesta atitude
até que surja ocasião mais oportuna
P'ra união deste poeta com a sua musa
Queria levar-te numa volta num clube para fora daqui
P'ra longe daqui, hoje, ou quando desse jeito pra ti
Respeito por ti mantenho por enquanto só sonho
em tardes passadas contigo com vista po Douro
Curtia passar o dia deitado, só a olhar,
só a falar-te ao ouvido coisas ditas com arte
Massajar-te com o óleo perfumado a sândalo
enquanto, incenso espalha aroma no meu quarto
Imagino-me a despir-te, imagino-me a sentir-te, a beijar-te, a acariciar-te,
nunca fugir, nunca mentir-te, ler poesia, cds mostrar-te
Ver nascer o dia contigo e quadros pintar-te,
Fazer graffs com o teu nome, colours ou silver,
Passar isto para a realidade por saber como é incrível
Quando comunico contigo tenho prazer de te ver,
Guardo a tua imagem nos olhos vou mante-la a sorrir,
Luto com tudo e com todos se for preciso mas fico!
Não arredo pé que afinco na convicção do que sinto.
Queria que visses o mundo diferente do que conheces,
Que vivesses uma vida a sério como a que mereces,
Que me tivesses a teu lado,
Para que acreditasses nas possibilidades de encontrar a felicidade se amasses,
Se visses, que a atracção é mais que fatal, mais que local,
O meu interesse em ti é mesmo total,
É platónico, nada existe ninguém sabe, ninguém se apercebe disto,
Que em mim quase não cabe,
Quase expludo, guardo tudo isto bem lá no fundo
Aguardo a tua receita pra trazer ao meu mundo
Não me iludo, mas acredito no sentimento
acima de tudo espero que isto fique no pensamento
Que te faça sorrir, vibrar de contentamento,
Parar por um momento, fazer contas ao tempo,
Já perdido sem sentido, acreditas no destino?
Tatuei no braço por saber que me ia encontrar contigo,
Arrepiei-me quando vi pela primeira vez o teu sorriso,
E enquanto escrevo isto arrepio-me quando penso nisso.
Não sabias disto?
Chegou a altura de descobrires, de sentires, tenho uma razão a dar-te para sorrires.
Tás a ouvir? aquilo que eu te digo que eu te faço qu'eu te mostro q por ti gravo
Tás a ouvir? é isto qu'eu sinto, por ti qu'eu sinto.
'cor de laranja' . ace . álbum:'intensamente'

uma alma geminada que nos está predestinada
Há quem julgue que não andamos á procura de uma só pessoa
Com quem passar esta vida dura
Mas descobri a cura pra tanta falta de crença
Logo á primeira vista, contigo, na tua presença
Senti a minha energia, colar-se na tua
brincar com a tua, rir, rimar e voar com a tua
Tudo parou por momentos, tudo cessou de existir
Tudo por instantes pra assistir á cena evoluir
Foi um fluir um desfile de pontos em comum
Um alimentar de pontos vitais há muito em jejum
Paixão cresceu em mim, algo bateu forte
E me deixou atordoado por uns tempos sem norte
Espero que a sorte me ajude, a esperança não mude
que a paciência aguente firme nesta atitude
até que surja ocasião mais oportuna
P'ra união deste poeta com a sua musa
Queria levar-te numa volta num clube para fora daqui
P'ra longe daqui, hoje, ou quando desse jeito pra ti
Respeito por ti mantenho por enquanto só sonho
em tardes passadas contigo com vista po Douro
Curtia passar o dia deitado, só a olhar,
só a falar-te ao ouvido coisas ditas com arte
Massajar-te com o óleo perfumado a sândalo
enquanto, incenso espalha aroma no meu quarto
Imagino-me a despir-te, imagino-me a sentir-te, a beijar-te, a acariciar-te,
nunca fugir, nunca mentir-te, ler poesia, cds mostrar-te
Ver nascer o dia contigo e quadros pintar-te,
Fazer graffs com o teu nome, colours ou silver,
Passar isto para a realidade por saber como é incrível
Quando comunico contigo tenho prazer de te ver,
Guardo a tua imagem nos olhos vou mante-la a sorrir,
Luto com tudo e com todos se for preciso mas fico!
Não arredo pé que afinco na convicção do que sinto.
Queria que visses o mundo diferente do que conheces,
Que vivesses uma vida a sério como a que mereces,
Que me tivesses a teu lado,
Para que acreditasses nas possibilidades de encontrar a felicidade se amasses,
Se visses, que a atracção é mais que fatal, mais que local,
O meu interesse em ti é mesmo total,
É platónico, nada existe ninguém sabe, ninguém se apercebe disto,
Que em mim quase não cabe,
Quase expludo, guardo tudo isto bem lá no fundo
Aguardo a tua receita pra trazer ao meu mundo
Não me iludo, mas acredito no sentimento
acima de tudo espero que isto fique no pensamento
Que te faça sorrir, vibrar de contentamento,
Parar por um momento, fazer contas ao tempo,
Já perdido sem sentido, acreditas no destino?
Tatuei no braço por saber que me ia encontrar contigo,
Arrepiei-me quando vi pela primeira vez o teu sorriso,
E enquanto escrevo isto arrepio-me quando penso nisso.
Não sabias disto?
Chegou a altura de descobrires, de sentires, tenho uma razão a dar-te para sorrires.
Tás a ouvir? aquilo que eu te digo que eu te faço qu'eu te mostro q por ti gravo
Tás a ouvir? é isto qu'eu sinto, por ti qu'eu sinto.
'cor de laranja' . ace . álbum:'intensamente'

maio 09, 2004
Bacio
"How can you not be consumed when the flames of love lick round your soul" by Yunus Emre
Dia 4 de Outubro de 2003. Final da terceira semana de trabalho para o Barclays. Dia da Festa da Caipirinha na vivenda do parque. Véspera da pior manhã no stand do Colombo.
Nessa tarde ofecereceram-me um bacio (o bombom). Embrulhado no bombom vinha um papel com esta frase. Eu não sabia, mas tinha tudo a ver. Não sei quem é o senhor, não faço ideia o que fez na vida, mas tinha razão.
Se tiverem oportunidade "let yourself be consumed" é natural que venham a ganhar muito mais do que a perder.
Dia 4 de Outubro de 2003. Final da terceira semana de trabalho para o Barclays. Dia da Festa da Caipirinha na vivenda do parque. Véspera da pior manhã no stand do Colombo.
Nessa tarde ofecereceram-me um bacio (o bombom). Embrulhado no bombom vinha um papel com esta frase. Eu não sabia, mas tinha tudo a ver. Não sei quem é o senhor, não faço ideia o que fez na vida, mas tinha razão.
Se tiverem oportunidade "let yourself be consumed" é natural que venham a ganhar muito mais do que a perder.
maio 04, 2004
Tindersticks
Coliseu dos Recreios, dia 16 de Abril de 2004

Chegamos um bocado atrasadas e depois?! Somos gajas. O que é que querem? E ainda tivemos que ir ao wc, pois claro! Isso não foi nada comparado com a pontualidade britânica dos protagonistas do espectáculo. São ingleses de onde mesmo?! Uma hora de atraso só mesmo neste país, nem sei porque é que não saímos logo todos em protesto. Se calhar era porque os manos são mesmo muita bons e iam com certeza compensar-nos do tempo de espera. E compensaram. Existem coisas que deviam ser obrigatórias de serem ouvidas e vividas. Tipo, deviam dar estas coisas na escola. Passava a existir uma vertente curricular logo desde pequeninos, que nos fomentasse o gosto por coisas boas. Entre aulas de português, educação física e ciências naturais, lá estavam as aulas de concertos memoráveis.
Tindersticks no Coliseu dos Recreios. Foi de facto um concerto memorável, para mim pelo menos. Foi memorável porque eu mal conheço a banda. Porque a voz estranha do xôr Stuart Staples não me faz impressão, pelo contrário. Porque nunca tinha tido a oportunidade de o ouvir como deve ser e o gaijo do violino foi brilhante. Porque não tocaram absolutamente nenhuma música que conhecesse. E porque, mesmo que conhecesse, ia continuar a não conseguir perceber puto das letras das músicas porque eles são mesmo assim. Porque voltaram ao palco umas três vezes e não tocaram o que eu queria ouvir, mas mesmo assim conseguiram fazer com que tivesse saído de lá rendida.
E porque eu não sou eles deixo-vos aqui aquilo que queria ouvir.
Sweet memory
Watching the days go by isn’t half the fun it used to be
When I could reach out from inside the folds of your skin
Watching the sun rush by isn’t as half as good now it’s all silent ‘round here
Over the memory - the folds of your skin
And I never wanna spend another day, not a single moment from your side
No, I don’t even wanna spend another day, not a single moment from your side
Over the memory - the folds of your skin
Over sweet memory - and I can taste no other
Came running from nowhere fast, came stumbling at me through the dark
Breaking right through my skin - and I can taste no other
Came like lightning in my arms, came tearing through the night
Inside the memory - I can taste no other
And I never wanna spend another day, not a single moment from your side
No, I don’t even wanna spend another day, not a single moment from your side
Still running forwards and backwards I’m inside and outside your love
And over the memory - I can taste no other
Over sweet memory - I can see no other
Came like lightning through my heart - folds of your skin
Watching the sun go by - I can taste no other
Waitting for the moon. TINDERSTICKS (Faixa 3)

Chegamos um bocado atrasadas e depois?! Somos gajas. O que é que querem? E ainda tivemos que ir ao wc, pois claro! Isso não foi nada comparado com a pontualidade britânica dos protagonistas do espectáculo. São ingleses de onde mesmo?! Uma hora de atraso só mesmo neste país, nem sei porque é que não saímos logo todos em protesto. Se calhar era porque os manos são mesmo muita bons e iam com certeza compensar-nos do tempo de espera. E compensaram. Existem coisas que deviam ser obrigatórias de serem ouvidas e vividas. Tipo, deviam dar estas coisas na escola. Passava a existir uma vertente curricular logo desde pequeninos, que nos fomentasse o gosto por coisas boas. Entre aulas de português, educação física e ciências naturais, lá estavam as aulas de concertos memoráveis.
Tindersticks no Coliseu dos Recreios. Foi de facto um concerto memorável, para mim pelo menos. Foi memorável porque eu mal conheço a banda. Porque a voz estranha do xôr Stuart Staples não me faz impressão, pelo contrário. Porque nunca tinha tido a oportunidade de o ouvir como deve ser e o gaijo do violino foi brilhante. Porque não tocaram absolutamente nenhuma música que conhecesse. E porque, mesmo que conhecesse, ia continuar a não conseguir perceber puto das letras das músicas porque eles são mesmo assim. Porque voltaram ao palco umas três vezes e não tocaram o que eu queria ouvir, mas mesmo assim conseguiram fazer com que tivesse saído de lá rendida.
E porque eu não sou eles deixo-vos aqui aquilo que queria ouvir.
Sweet memory
Watching the days go by isn’t half the fun it used to be
When I could reach out from inside the folds of your skin
Watching the sun rush by isn’t as half as good now it’s all silent ‘round here
Over the memory - the folds of your skin
And I never wanna spend another day, not a single moment from your side
No, I don’t even wanna spend another day, not a single moment from your side
Over the memory - the folds of your skin
Over sweet memory - and I can taste no other
Came running from nowhere fast, came stumbling at me through the dark
Breaking right through my skin - and I can taste no other
Came like lightning in my arms, came tearing through the night
Inside the memory - I can taste no other
And I never wanna spend another day, not a single moment from your side
No, I don’t even wanna spend another day, not a single moment from your side
Still running forwards and backwards I’m inside and outside your love
And over the memory - I can taste no other
Over sweet memory - I can see no other
Came like lightning through my heart - folds of your skin
Watching the sun go by - I can taste no other
Waitting for the moon. TINDERSTICKS (Faixa 3)
maio 02, 2004
Dia da Mãe
Querida mãe, vou dizer-te como te amo.
Ia comprar-te um cartão carmesim
Mas depois pensei melhor
E dei uma prenda a mim.
Não é fácil comprar coisas
Com tão pouco dinheiro por mês
Acho que ainda estás com sorte
Em teres cartão desta vez.
Um feliz dia da mãe
Agora vou terminar
Que tal saltares da caminha
Para a papinha aprontar.
Hoje é dia da mãe, eu gosto muito da minha e por isso deixo aqui um poema para ela. Tenho pena mas é um poema copiado. Foi escrito por um menino que gosta muito da mãe, mas também gosta muito dele (e do seu tigre, claro!)
Ia comprar-te um cartão carmesim
Mas depois pensei melhor
E dei uma prenda a mim.
Não é fácil comprar coisas
Com tão pouco dinheiro por mês
Acho que ainda estás com sorte
Em teres cartão desta vez.
Um feliz dia da mãe
Agora vou terminar
Que tal saltares da caminha
Para a papinha aprontar.
Hoje é dia da mãe, eu gosto muito da minha e por isso deixo aqui um poema para ela. Tenho pena mas é um poema copiado. Foi escrito por um menino que gosta muito da mãe, mas também gosta muito dele (e do seu tigre, claro!)
O futebol já foi mais técnico
Há muita gente que vem ter comigo e me pergunta “Epá, e tal e coiso” e eu a isso respondo muito simplemente “hã, hã, pois!”. Ou então perguntam-me “pá, quando é que te deixas de escrever essas m.. e fazes alguma coisa de útil pa variar”. A essas pessoas eu só respondo “tens razão, o futebol já foi mais técnico”.
Depois também há comentários do tipo “Ok, a parte da miúda com pancada dá para perceber, aliás, basta olhar para ti para ver que há qualquer coisa que não bate muito certo. (isso foi de um acidente que eu tive quando era pequenina) Agora que raio de nome de blog é esse? Flava? Something – sem gê – Flava?! Qué isso pá?! Que ervas é que andaste a fumar para arranjar esse nome. Podia dar-te para pior.”
Somethinflava, tá-se mesmo a ver, vem dos ambientes quentes da república dominicana. É o inicio da música Obsession, duns manos chamados Aventura, que têm feito muito sucesso lá na rua deles, mas também no meu circulo de amigos. Não deve ser por acaso que o nome da música é obsession, aquilo fica mesmo no ouvido e não dá pa não gostar.
O que acontece é o seguinte, uma pessoa vai de viagem e tem um monte de coisas com que se preocupar. Ele é bilhetes, passaportes, malas, protectores solares e vacinas pa não correr o risco de contrair doenças, tipo malária. Mas aquilo com que ninguém se preocupa são as outras coisas que se podem contrair nesses sítios. O que ninguém se lembra é que estas viagens marcam-nos para sempre e que há um mal crónico do qual passamos a sofrer – a saudade – que pode tomar formas perversas, tipo blogs estranhos e diários de viagens de finalistas que nunca mais acabam. Ah, pois é, ninguém pensa nisso, né?! E depois os outros é que nos aguentam.
Depois também há comentários do tipo “Ok, a parte da miúda com pancada dá para perceber, aliás, basta olhar para ti para ver que há qualquer coisa que não bate muito certo. (isso foi de um acidente que eu tive quando era pequenina) Agora que raio de nome de blog é esse? Flava? Something – sem gê – Flava?! Qué isso pá?! Que ervas é que andaste a fumar para arranjar esse nome. Podia dar-te para pior.”
Somethinflava, tá-se mesmo a ver, vem dos ambientes quentes da república dominicana. É o inicio da música Obsession, duns manos chamados Aventura, que têm feito muito sucesso lá na rua deles, mas também no meu circulo de amigos. Não deve ser por acaso que o nome da música é obsession, aquilo fica mesmo no ouvido e não dá pa não gostar.
O que acontece é o seguinte, uma pessoa vai de viagem e tem um monte de coisas com que se preocupar. Ele é bilhetes, passaportes, malas, protectores solares e vacinas pa não correr o risco de contrair doenças, tipo malária. Mas aquilo com que ninguém se preocupa são as outras coisas que se podem contrair nesses sítios. O que ninguém se lembra é que estas viagens marcam-nos para sempre e que há um mal crónico do qual passamos a sofrer – a saudade – que pode tomar formas perversas, tipo blogs estranhos e diários de viagens de finalistas que nunca mais acabam. Ah, pois é, ninguém pensa nisso, né?! E depois os outros é que nos aguentam.
Back to business
Acabou-se!! Acabaram-se as memórias da república. Um ano depois não resta mais nada para ser dito sobre aquela viagem. Acabou-se, finalmente, a aquela coisa do DR e da RD, da Obsession e do Dá-me água que tengo calor. Já basta ter que levar com o somethinflava em todo o blog. A partir de agora é só demência pura.